Trabalhos 2025-2026
Upcycling | Constrói o teu Traga-Pilhas
(todos os graus de ensino, sem escalões)
Escola Básica de Santa Iria da Azóia (Loures)
O processo de construção do Traga-Pilhas (3 fotografias: PNG, JPEG):
Reutilização de materiais para a construção do Traga-Pilhas (2 fotografias: PNG, JPEG):
O Traga-Pilhas no espaço da escola (1 fotografia: PNG, JPEG):
Memória Descritiva:
O Traga-Pilhas apresenta uma estrutura tridimensional em forma de caixa, com dimensões adequadas à sua funcionalidade (aproximadamente 60 cm de altura e cerca de 35 cm de largura e profundidade).
A estrutura é estável, resistente e adequada para colocação sobre superfícies planas, permitindo uma utilização segura em contexto escolar. Destaca-se ainda pela sua elevada capacidade de armazenamento, possibilitando a recolha de um número significativo de pilhas usadas.
O desafio de construção do Traga-Pilhas foi lançado por um docente de Educação Tecnológica aos alunos do 5.º ano e, simultaneamente, por duas docentes dinamizadoras do Clube de Ciência Viva da escola.
Numa fase inicial, foi promovida uma reflexão com os alunos sobre o impacto ambiental das pilhas, especialmente quando não são corretamente recicladas. Esta abordagem foi alargada a outras problemáticas ambientais, nomeadamente a desflorestação, tendo em conta a diversidade cultural das turmas, onde se incluem alunos com origem no Brasil.
A discussão permitiu também abordar as consequências ambientais e sociais destas práticas, nomeadamente o impacto nas populações locais.
Deste processo emergiu a ideia de criar um Traga-Pilhas sob a forma de um “monstro”, incorporando elementos inspirados em características indígenas, como forma simbólica de representar e lembrar as populações afetadas pelos problemas ambientais.
A construção dos Traga-Pilhas baseou-se numa lógica de reutilização e sustentabilidade, sendo utilizados essencialmente materiais disponíveis em casa, na escola ou na sala de aula, tais como: caixas de cartão, caixas de ovos, latas (de alimentos e bebidas), rolos de papel, restos de papel e cartolina, elementos reaproveitados de trabalhos anteriores, rolhas, paus de geado e café, etc.
Como materiais novos, foram utilizados apenas cola e tintas, respeitando a regra definida: não comprar materiais, mas reutilizar ao máximo os existentes.
No total, foram construídos 7 Traga-Pilhas pelos alunos do 5.º ano e 2 Traga-Pilhas no âmbito do Clube de Ciência Viva.
Durante os Dias Eco-Escolas, os trabalhos foram expostos, permitindo a participação de toda a comunidade escolar, que teve oportunidade de votar no Traga-Pilhas mais criativo.
No âmbito da votação realizada, foi selecionado um dos modelos inspirados no conceito de “Monstro Indígena”, o qual se encontra atualmente exposto no Eco-Spot da escola, assumindo a função de ponto oficial de recolha de pilhas usadas.
O projeto revelou-se uma experiência bastante enriquecedora, contribuindo para o desenvolvimento da consciência ambiental, da criatividade e da reutilização de materiais, bem como para o reforço do trabalho colaborativo e da participação ativa da comunidade escolar. Contou com o envolvimento alargado de diferentes elementos da comunidade educativa, tendo os professores assegurado a dinamização, orientação e enquadramento pedagógico, enquanto os alunos participaram ativamente na construção e no desenvolvimento das ideias. Os encarregados de educação colaboraram através da cedência de materiais reutilizáveis e os assistentes operacionais prestaram apoio logístico e na organização dos espaços.
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