Trabalhos 2025-2026
Upcycling | Biodiversidade com REEE
Escalão 2: escolas de outros níveis de ensino a partir do 2º ciclo (inclusive)
Escola S/3 de Pinhel (Pinhel)
O processo de construção da escultura (3 fotografias: PNG, JPEG):
Detalhes que evidenciem a reutilização da escultura (2 fotografias: PNG, JPEG):
A escultura final (1 fotografia: PNG, JPEG):
Memória Descritiva:
A escultura realizada representa a Águia-de-Bonelli (Aquila fasciata), uma das mais emblemáticas aves de rapina da fauna autóctone portuguesa. A escultura apresenta aproximadamente 45 cm de altura, respeitando as dimensões definidas no regulamento do concurso.
A escolha desta espécie resultou de um processo de investigação desenvolvido pelos alunos. Inicialmente, os alunos do Clube Eco-Escolas, dos 5.º e 6.º anos, organizaram-se em grupos de trabalho e pesquisaram diferentes espécies autóctones portuguesas. Cada grupo elaborou uma proposta contendo informação sobre a espécie escolhida, as suas características morfológicas, estado de conservação e possíveis materiais REEE a utilizar na construção da escultura.
Após a apresentação dos diferentes projetos ao grande grupo, foi selecionada a Águia-de-Bonelli por reunir várias características que a tornaram particularmente interessante para o desafio:
• É uma espécie autóctone de Portugal;
• Desempenha um papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas;
• É uma espécie ameaçada devido à perda de habitat, perturbação humana e eletrocussão em linhas elétricas;
• Possui uma silhueta facilmente identificável e adequada à representação artística através da reutilização de materiais.
Durante a investigação, os alunos recorreram a diversas fontes de informação científica e ambiental nomeadamente a Reserva da Faia Brava, a Rewilding Portugal – grande Vale do Côa e Rewilding – Ermo das Águias e o Parque Arqueológico do Vale do Côa, aprofundando os seus conhecimentos sobre a espécie, o seu habitat e os desafios associados à sua conservação. A visita ao Ermo das Águias constituiu uma experiência enriquecedora que permitiu aos alunos contactar com projetos de conservação desenvolvidos no território do Grande Vale do Côa. Através desta atividade, aprofundaram os seus conhecimentos sobre a Águia-de-Bonelli, as suas características ecológicas, o seu papel nos ecossistemas e os principais desafios à sua conservação. Esta experiência contribuiu para reforçar a consciência ambiental dos alunos e a compreensão da importância da proteção das espécies autóctones e dos seus habitats naturais.
Links utilizados:
https://museubiodiversidade.uevora.pt/elenco-de-especies/biodiversidade-actual/animais/cordados/aves/aquila-fasciata/ - link de estudo da águia
https://www.faiabrava.com/ - link da Faia Brava
https://rewilding-portugal.com/scaling-up/wildlife-comeback/ - Rewilding Grande Vale do Côa
https://rewilding-portugal.com/pt/oeste-iberico/ermo-das-aguias/ - Rewilding -Ermo das Águias
https://arte-coa.pt/en/parque/ - Vale do Côa
Entre as características mais relevantes estudadas destacam-se:
• A grande envergadura e o voo majestoso;
• A visão extremamente apurada utilizada na caça;
• O papel de predador de topo na manutenção do equilíbrio ecológico.
Processo de construção: materiais, metodologia e ideias subjacentes
O projeto iniciou-se com uma campanha de sensibilização para a recolha de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE). Os alunos elaboraram cartazes informativos que foram distribuídos e afixados na escola, sensibilizando a comunidade educativa para a importância da separação, reutilização e reciclagem destes resíduos.
Embora estivesse prevista a instalação de um depósito específico para recolha de REEE, o mesmo não foi disponibilizado durante o ano letivo, apesar das várias diligências efetuadas pela escola desde o mês de outubro. Os materiais recolhidos foram, por isso, armazenados na sala Eco-Escolas e utilizados no desenvolvimento do projeto.
Numa fase posterior, os alunos analisaram imagens de referência da Águia-de-Bonelli e identificaram os seus elementos anatómicos mais característicos, nomeadamente o bico curvo, as asas largas, as garras fortes e a postura imponente. A partir dessa análise, foi elaborado o planeamento da escultura e estabelecida a correspondência entre os materiais disponíveis e as diferentes partes do animal.
Na construção foram utilizados diversos materiais reutilizados provenientes de REEE:
• Máquina de café Dolce Gusto para a estrutura principal do corpo;
• Parte posterior de um aquecedor elétrico para a construção das asas;
• Pilhas de diferentes tamanhos e formatos para o revestimento das penas;
• Teclas de computador para recriar texturas da plumagem;
• Restos de alumínio para complementar o revestimento das asas;
• Dois conjuntos de luzes de Natal reutilizados para ornamentação da estrutura;
• Parte frontal invertida do aquecedor para a base da escultura;
• Cabos informáticos e de auscultadores e respetivos conectores para a representação das garras;
• Componentes internos de auscultadores para os olhos;
• Placa eletrónica de computador para a construção da cauda;
• Estruturas de teclado reutilizadas para complementar a plumagem;
• Tubos de cartão para suporte estrutural das asas e da cauda;
• Materiais de revestimento provenientes de equipamentos eletrónicos e papel de alumínio para modelação do bico.
A construção procurou demonstrar que resíduos considerados sem utilidade podem adquirir uma nova função através da criatividade, contribuindo simultaneamente para a sensibilização ambiental e para a valorização da fauna autóctone portuguesa.
Durante todo o processo foram adotadas medidas de segurança adequadas. Os alunos procederam à seleção dos materiais utilizáveis, separando componentes em boas condições daqueles que apresentavam danos ou deterioração. Foram utilizadas luvas durante a manipulação dos materiais e todas as tarefas que exigiram ferramentas decorreram sob supervisão dos docentes responsáveis.
Forma de envolvimento dos alunos e estratégias utilizadas
O projeto envolveu cerca de 30 alunos dos 5.º e 6.º anos de escolaridade pertencentes ao Clube Eco-Escolas.
Os alunos participaram ativamente em todas as fases do trabalho:
• Investigação sobre os REEE e sobre a fauna autóctone portuguesa;
• Pesquisa e seleção da espécie a representar;
• Elaboração e apresentação de propostas de trabalho;
• Campanha de sensibilização e recolha de materiais;
• Seleção e preparação dos componentes reutilizados;
• Construção colaborativa da escultura;
• Reflexão sobre sustentabilidade, reciclagem e conservação da biodiversidade;
• Divulgação do trabalho junto da comunidade educativa.
A metodologia utilizada privilegiou o trabalho colaborativo, a aprendizagem baseada em projetos, a investigação orientada e a resolução criativa de problemas.
Envolvimento da comunidade educativa
O projeto contou com a participação e colaboração de diversos elementos da comunidade educativa.
Os professores do Clube Eco-Escolas coordenaram e acompanharam todas as fases do trabalho, enquanto o docente de Educação Visual e Educação Tecnológica colaborou na conceção e construção da estrutura da escultura.
Os alunos sensibilizaram toda a comunidade escolar para a recolha de REEE através da elaboração e divulgação de cartazes informativos.
Os encarregados de educação colaboraram na disponibilização de materiais reutilizáveis e no apoio às atividades desenvolvidas pelos alunos.
A escultura final foi integrada na exposição dos trabalhos Eco-Escolas, permitindo a sua divulgação junto da comunidade educativa e reforçando a sensibilização para a importância da reciclagem, da economia circular e da conservação da biodiversidade.
Enquadramento nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
• ODS 4 – Educação de Qualidade;
• ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis;
• ODS 13 – Ação Climática;
• ODS 15 – Proteger a Vida Terrestre.
Entidade Promotora
Parceiro
Apoios





